Por uma liga de protecção dos espermatozóides

Guantanamo é um paraíso, comparado com uma camisinha sufocante e claustrofóbica!
São Rosas



Andam os ânimos exaltados com a defesa de diversos animais, particularmente dos touros e ninguém se preocupa com os direitos desse bichinho doméstico mas tão fundamental à espécie humana que é o espermatozóide e que na sua pequenez de tamanho não tem possibilidade alguma de se defender.

Como na epígrafe desta crónica bem expressa a São Rosas, a camisa sem colarinhos que é o preservativo e que as pessoas insistem em manter como costume é um bárbaro método de cozedura dos espermatozóides em fogo lento determinando-lhes ainda uma morte inglória. A modos que semelhante ao que se faz aos caracóis e que não se entende porque apesar do seu elevado valor calórico não servem predominantemente para comer. Sabido que o habitat natural dos espermatozóides são zonas húmidas de grutas de temperaturas aprazíveis percebe-se melhor o grau de violência que sobre eles é exercido.

E prepara-se mais um ataque de maus tratos aos espermatozóides com a distribuição gratuita de preservativos nas escolas esperando que o enorme volume de testosterona adolescente promova a chacina de mais uns milhares de espermatozóides. E não havia necessidade deste genocídio e de menorizar as raparigas já que desde a invenção da pílula elas são responsáveis pela sua sexualidade para além de com este método permitirem aos espermatozóides uma vida saudável e sem traumas físicos ou psicológicos. Acresce ainda que os preservativos cheios de espermatozóides mortos colocam a questão ecológica da sua triagem já que sobra sempre a dúvida se devem ir para o embalão ou para o vulgar lixo doméstico dado o seu teor proteico.

Mais do que mãos masculinas constantemente colocadas sobre as fábricas de espermatozóides como se fossem Quixotes a lutar contra os moinhos de vento urge criar uma Liga de Protecção dos Espermatozóides que lhes defenda os direitos e que tome como primeira medida a distribuição gratuita de pílulas nas escolas como única garantia válida de lhes dar uma vida de qualidade e de livres movimentos.




14 comentários:

Bartolomeu disse...

Não sejas mázinha Maria... e a protecção contra as doenças transmissíveis pelo contacto sexual!?
A camizinha é um objecto estranho, um tanto castrador ou inibidor, sem dúvida, mas olha, foi com a camizinha que "aprendi" a gerir melhor a duração e a intensidade do rítmo durante a função.
Lá diz o pobõe: ha males que vêm por bem e um gaijo tem de saber tirar partido mesmo das gabardines de latex.
;)))

sagher disse...

Bartolo sempre com garra e acuidade.

São Rosas disse...

Vês, MariÁrvore, vês? Quando uma gaja quer criar uma liga, gajo que é gajo não liga :O(

maria_arvore disse...

sagher,
e não ficas com pena dos espermatozóidezinhos?... ;)

maria_arvore disse...

Bartolomeu,
Ai Jesus que eu não posso acreditar no que me dizes! É que eu ouvi o Papa a dizer para não se usar o preservativo e mais não sei quantos representantes de coisas diversas a insurgirem-se contra a distribuição de preservativos nas escolas e pensei que não serviam para nada a não ser para torturar espermatozóides.
É que eu não quero acreditar que uma protecção contra DST seja recusada. ;)

maria_arvore disse...

São Rosas,
:)))))

São uma cambada de insensíveis, é o que é. Nem dos seus bichinhos de estimação cuidam. ;)

São Rosas disse...

E depois admiram-se que haja milhões de bastardos por aí à solta...

Fatyly disse...

A volta que tu destes:) e subscrevo as palavras da São Rosas "milhões de bastardos por aí à solta"

São Rosas disse...

Bem, à solta haverá poucos. Aquilo é pegajoso...

mfc disse...

Lembro-me de ter visto uma reportagem da National Geographic sobre essas grutas húmidas e a partir daí tornei-me um seu fã incondicional!

maria_arvore disse...

São Rosas,
E não é só pegajoso que aquilo deixa muita nódoa na roupa só por não os deixarem viver no habitat a que pertencem, caramba!

maria_arvore disse...

mfc,
Bem hajas tu e o National Geographic. :)

maria_arvore disse...

Fatyly,
Dei uma volta aos anos 60 e voltei de lá com o espermatozóide livre. ;)

São Rosas disse...

É mesmo: preocupam-se tanto em pôr passarinhos a voar e peixinhos a nadar... mas pôr os espermatozoidinhos a dar às caudinhas nos canais molhadinhos de que eles tanto gostam, disso ninguém cuida!