Por uma liga de protecção dos espermatozóides

Guantanamo é um paraíso, comparado com uma camisinha sufocante e claustrofóbica!
São Rosas



Andam os ânimos exaltados com a defesa de diversos animais, particularmente dos touros e ninguém se preocupa com os direitos desse bichinho doméstico mas tão fundamental à espécie humana que é o espermatozóide e que na sua pequenez de tamanho não tem possibilidade alguma de se defender.

Como na epígrafe desta crónica bem expressa a São Rosas, a camisa sem colarinhos que é o preservativo e que as pessoas insistem em manter como costume é um bárbaro método de cozedura dos espermatozóides em fogo lento determinando-lhes ainda uma morte inglória. A modos que semelhante ao que se faz aos caracóis e que não se entende porque apesar do seu elevado valor calórico não servem predominantemente para comer. Sabido que o habitat natural dos espermatozóides são zonas húmidas de grutas de temperaturas aprazíveis percebe-se melhor o grau de violência que sobre eles é exercido.

E prepara-se mais um ataque de maus tratos aos espermatozóides com a distribuição gratuita de preservativos nas escolas esperando que o enorme volume de testosterona adolescente promova a chacina de mais uns milhares de espermatozóides. E não havia necessidade deste genocídio e de menorizar as raparigas já que desde a invenção da pílula elas são responsáveis pela sua sexualidade para além de com este método permitirem aos espermatozóides uma vida saudável e sem traumas físicos ou psicológicos. Acresce ainda que os preservativos cheios de espermatozóides mortos colocam a questão ecológica da sua triagem já que sobra sempre a dúvida se devem ir para o embalão ou para o vulgar lixo doméstico dado o seu teor proteico.

Mais do que mãos masculinas constantemente colocadas sobre as fábricas de espermatozóides como se fossem Quixotes a lutar contra os moinhos de vento urge criar uma Liga de Protecção dos Espermatozóides que lhes defenda os direitos e que tome como primeira medida a distribuição gratuita de pílulas nas escolas como única garantia válida de lhes dar uma vida de qualidade e de livres movimentos.




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