O bronze algarvio



Chegou de bronzeado sorridente sem a tonalidade metálica do solário a apregoar pelo escritório a semanita de férias no Algarve que quem pode exibe. Até ousou vir de pólo a uma segunda feira para não falhar nas atenções dos outros a cor dos seus bícepes.

Instigado pelas colegas lá foi dizendo que foi lá para descansar que as bichas até para tomar café são um pormenor de somenos e também por causa dos miúdos, esse argumento que a maioria dos homens esgrime para adoçar corações femininos e carimbar em si mesmo a garantia de ser um exemplar macho confiável e apto para uso doméstico.

Junto dos colegas já discursou mais sobre cada febra que viu na praia ó meninos que ainda bem que tinha levado calções largueirões. Ele era uma que tinha um fio dental todo a entrar pelo rego do cuzinho adentro numas nádegas majestosas, roliças e apetitosas que até tinha ficado cheio de comichões nos dedos e um molho delas com as mamas às mostra e que não era só estrangeirada que havia lá uma miúda, tenrinha, de uns vinte aninhos seguramente, que tinha umas mesmo empinadinhas e com uns mamilos salientes que dava mesmo vontade de bicar e que era portuguesa que até tinha pedido licença para estender a toalha ali ao lado da sua família.

Depois, o chefe chamou-o com o despropósito habitual de quem vareja escravos e com o pénis encolhido entre pernas ele lá foi lesto para cumprir as ordens do dia.


[Foto © Yatahonga]

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