Dia do Selo



Hoje é o Dia Nacional do Selo essa antiguidade leve, fininha e rendilhada remetida para peça de museu pelo advento dos telemóveis e dos endereços electrónicos e que na prática apenas sobrevive impressa nos bilhetes dos Correios que apesar dos magalhães as escolas insistem em pedir na matrícula de todas as criancinhas.

Não obstante não devemos desperdiçar estes dias de alguma coisa e sem querer apelar à agressividade de começarmos a distribuir selos uns aos outros creio que podemos aproveitar para comemorar a liberdade de hoje não nos preocuparmos com alguma coisa. Em concreto, os homens podem hoje esquecer o cuidado da última pinguinha não cair no cuecame já que a sua evidência é apenas comemorativa deste dia. Também as mulheres, excepto se lhes calhar hoje ser dia de tampão ou de penso higiénico, podem não colocar o pensinho diário na cuequita e ostentar orgulhosas o selo do dia, ao mesmo tempo que permitem a sua leitura labial.

Uma última coisa que me motiva a comemorar este dia é a descompressão que permite já que durante estas 24 horas mais vale selo do que parecê-lo, como uma dia extra de Carnaval em que ninguém vai levar a mal.


[Imagem: Foto g@m@da na net com uma ilustração de Battaolo, Fire of life, coladas no complicadíssimo programa que dá pelo nome de Paintbrush]

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