Sexo sem complicações

"A avaliação tem que incidir sobre o conhecimento: sabe, passa; não sabe, não passa" *



Esta bonita frase que serve de epígrafe a este post, aplicada a uma qualquer relação amorosa ou mais ou menos conjugal, tornaria as sonhadas relações de um dia sem mais nenhuma ralação uma realidade massificada: quem sabe fazer sexo está passado e pode acabar a cópula e nunca mais na vida se tem de preocupar com a assiduidade.

Também nas relações laborais estabelecidas na prostituição não haveria nenhum dever de assiduidade reconhecendo-se finalmente o valor e o mérito a estes profissionais: os bons só trabalham quando querem.




* Público,
02.11.2007 - 09h42

Comentários

sagher disse…
pois é, mas e o depois, e aquela coisa estranha e tao insinuosa que se chama paixão? aquilo que faz da cópula nao um momento de egocentrismo mas de partilha?
Mary_of_light disse…
O dever de assiduidade arrepia-me os cabelos...
Mary_of_light disse…
O dever de assiduidade arrepia-me os cabelos...
maria_arvore disse…
Sagher,
:)
Pela lógica utilitária do sucesso consumista, a paixão é uma coisa ultrapassada, ou não?... ;))
maria_arvore disse…
Mary of light,
a assiduidade pode ser saber que contamos com a presença do Outro?... ;)
Mary_of_light disse…
Maria_arvore,
Exacto, pode, pode ser. O cuidado pelo "outro" é sem dúvida o mais nobre sentimento da escala de valores. Mas julgo que presença nem sempre significa cuidado.
O que me causa incómodo é o dever em si, neste caso a necessidade de ser assídua por obrigação ou por imposição ética ou da lei moral, dever esse desacompanhado de vontade. Entedes? ;)
maria_arvore disse…
Mary of light,
Julgo que entendo, porque entendo a assiduidade apenas como o dever que a nossa vontade nos impõe de querer estar com o outro. :) Ou numa penada: estamos porque queremos e não porque nos sentimos obrigados. :)
Mary_of_light disse…
Maria_arvore,
Essa é a situação ideal. Mas penso naqueles(as) que dependem do "outro" por alguma razão que não a vontante. Dependem física ou financeiramente do "outro", ou simplesmente acham a responsabilidade pela própria vida assustadora.
Bom e não vou mais longe, o que me apetecia mesmo era ficar em casa a ler blogs mas tenho de ser assídua no trabalho porque cá em casa dependemos dele para viver. :)
Paulo Vinhal disse…
Mesmo sendo visto por todos os meus amigos como o tipo mais preguiçoso que conhecem, trabalho que me farto todos os dias, um pouquinho mais do que todos eles juntos. Mas só ando por cá a ver a bola. A assiduidade pode bem ser minimizada, quando num ou noutro dia se deu os dedos mais os aneis, sem ficar com (mesmo) nada.
maria_arvore disse…
Mary_of_light,
compreendo que eu também dependo do trabalho para viver. :) Mas essa dependência chega! :)

Mas percebo que pessoas que foram educadas a depender dos outros e a não confiarem em si próprias passem uma vida inteira formatadas pelos outros e não por elas, à espera que os tomates lhes nasçam sem os adubarem. ;)
maria_arvore disse…
Paulo,
:)
a qualidade do que se dá é na minha opinião mais importante que a assiduidade para cumprir calendário. :) O que me parece que todos precisamos é de saber que há alguém que gosta de nós e por isso tem assiduidade na nossa cabeça-coração-e-estômago. ;)
Paulo Vinhal disse…
Ok, Maria. Fica bem, que eu vou passando pelos sítios indicados.

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