Peixe de Abril

Na França do século XVI a chegada da primavera marcava o início de cada ano e comemorava-se com uma semana de festas, para dar largas à testosterona fresquinha e naturalmente fazer o que todos os bichinhos gostam.
As festas escorriam goela abaixo e monte de vénus acima desde o dia 25 de Março até 1 de Abril, sendo este último o dia de Ano Novo. Só que depois um iluminado pela cadeira do poder que na época se chamava rei resolveu chamar pelo Gregório e este enviou-lhes o seu novo calendário, ainda sem mulheres nuas - nem excomunhão dos preservativos que só no século seguinte se iniciariam com tripa de porco - embora com a particularidade de começar o ano no dia 1 de Janeiro, uma coisa nunca antes vista.
Muitos franceses ficaram de queixo caído e não por se estarem a babar pela Jessica Alba ou pela Scarlett que estas ao tempo seriam por demais escanzeladas para excitarem os machos e porque, valha a verdade, ainda nem sonhavam ser espermatozóide ou óvulo, pelo que teimaram em seguir o calendário antigo. Mas outros, muito seguidores da moda acabadinha de ditar, fizeram disso pagode enviando-lhes presentes estranhos e convidando-os para festas inexistentes e este costume propagou-se etiquetado como Peixe de Abril, Dia das Mentiras ou Dia dos Tolos, na língua inglesa.
O hábito perdurou e numa acção de marketing pioneira o jornal pernambucano A Mentira começou a sair para rua exactamente no dia 1 de Abril de 1848 com a cacha da morte de D. Pedro que desmentiu no dia seguinte. E fazendo jus ao seu nome, na sua última edição, em 14 de Setembro de 1849, convocou os credores para uma regularização de contas no primeiro de Abril do ano seguinte.
As festas escorriam goela abaixo e monte de vénus acima desde o dia 25 de Março até 1 de Abril, sendo este último o dia de Ano Novo. Só que depois um iluminado pela cadeira do poder que na época se chamava rei resolveu chamar pelo Gregório e este enviou-lhes o seu novo calendário, ainda sem mulheres nuas - nem excomunhão dos preservativos que só no século seguinte se iniciariam com tripa de porco - embora com a particularidade de começar o ano no dia 1 de Janeiro, uma coisa nunca antes vista.
Muitos franceses ficaram de queixo caído e não por se estarem a babar pela Jessica Alba ou pela Scarlett que estas ao tempo seriam por demais escanzeladas para excitarem os machos e porque, valha a verdade, ainda nem sonhavam ser espermatozóide ou óvulo, pelo que teimaram em seguir o calendário antigo. Mas outros, muito seguidores da moda acabadinha de ditar, fizeram disso pagode enviando-lhes presentes estranhos e convidando-os para festas inexistentes e este costume propagou-se etiquetado como Peixe de Abril, Dia das Mentiras ou Dia dos Tolos, na língua inglesa.
O hábito perdurou e numa acção de marketing pioneira o jornal pernambucano A Mentira começou a sair para rua exactamente no dia 1 de Abril de 1848 com a cacha da morte de D. Pedro que desmentiu no dia seguinte. E fazendo jus ao seu nome, na sua última edição, em 14 de Setembro de 1849, convocou os credores para uma regularização de contas no primeiro de Abril do ano seguinte.
[Calendário feito aqui a partir de imagem gentilmente enviada por JPS]

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