Quando me entoam a cantilena do pôr-do-sol lembro-me logo de perguntar que marca é que patrocina o evento, porque a não ser publicidade paga, para que raio se há-de alardear a morte do dia?... 

Gosto é de auroras, de nascimentos, de actos pioneiros e únicos, engalanados de esperanças, mesmo que depois sejam vãs, mas que nem seja por uma dia nos façam sentir marinheiros de Quinhentos e Seiscentos em busca do desconhecido e enfim, das especiarias a preço mais barato como se fossem promoção de hipermercado. 

O Infante do chapéu grande gostava mais de marinheiros do que de escolas assim como eu gosto de descobrir algo novo em cada dia de sol porque nunca fui criança de chapinhar nas poças de água nem mulher de dançar à chuva, antes mais capaz de me ir encafuar num cinema para ver um Almodóvar.

Comentários

Querido leitor,

agradecendo o seu carinho e atenção, convidamos-o a ler o capítulo 11 do nosso conto escrito a várias mãos "Ecos de Mentes". Hoje pela mão do Casimiro Teixeira, interpretando Ivone.

Com votos de excelente fim-de-semana,
saudações literárias!

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